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  • O que é o Inconsciente na Psicanálise? Conceito, Funcionamento e Exemplos

    O Inconsciente na Psicanálise: Freud, Lacan e os Efeitos Clínicos da Repetição O que é o Inconsciente na Psicanálise? Conceito, Funcionamento e Exemplos Desvendando o inconsciente: teoria e exemplos clínicos Falar de inconsciente, na psicanálise, nunca foi apenas apresentar um conceito geral e fundamental. Sempre permanece, e continua sendo um gesto clínico, ético e, inevitavelmente, político. Desde Freud, o mesmo não surge como uma hipótese confortável destinada a completar lacunas da psicologia clássica, senão, como uma fratura real na ideia moderna de sujeito . Um golpe direto e certeiro na crença de que somos transparentes a nós mesmos, senhores das próprias palavras, escolhas e capazes de governar plenamente nossos afetos, pensamentos e atos . Na prática clínica, o inconsciente não aparece como uma teoria, mas como experiência. Ele surge quando o paciente me diz algo que não pretendia dizer, quando repete um padrão que jura de pés juntos querer abandonar . Também, quando sofre por algo que racionalmente já compreendeu, mesmo assim, não consegue realizar o deslocamento. Ao longo de alguns anos de escuta, se torna impossível eu sustentar a fantasia de que o inconsciente seja apenas um repositório oculto de conteúdos reprimidos, à espera de serem apresentados . Ele opera, insiste e organiza destinos provisórios. “O inconsciente não existe para explicar o sujeito, senão para desmontar suas certezas.”  – Dan Mena Neste artigo eu parto dessa constatação. Não vou escrever para explicar o inconsciente de forma didática, tampouco para servir como introdução simplificada ao tema. Ele nasce de uma posição clínica muito clara: o inconsciente não é um objeto que se domina, mas um campo que se sustenta . Por esta razão, vou atravessar as formulações freudianas básicas, onde tenciono suas leituras mais vulgarizadas e avanço sobre algumas contribuições lacanianas e contemporâneas, sempre ancorado na clínica e nos efeitos sociais do inconsciente. Como o leitor(a) já conhece minha didática, sabe que não encontrará aqui promessas de autoconhecimento rápido, técnicas de acesso ao inconsciente ou atalhos interpretativos. Pode verificar, sim, uma tentativa de amparar a complexidade do conceito sem que o torne difuso, de manter densidade sem hermetismo. Como escritor assumo riscos, faço cortes, e, em alguns momentos, desacelero deliberadamente. Isso não é um estilo, é coerência com o próprio objeto que me proponho a falar. “Aquilo que não se diz vai retornar como sintoma, destarte, não como uma mensagem clara.”  – Dan Mena Inconsciente, Linguagem e Sintoma: Como a Psicanálise Explica o que Escapa à Consciência Quando o inconsciente fala através do comportamento Uma paciente chamada Glória , 32 anos, professora universitária, me procura com um relato aparentemente comum: dificuldades em manter relacionamentos duradouros e uma ansiedade constante diante de decisões pessoais importantes. Mas será que esquecimentos repetidos são realmente  “coisas da vida” ? Ou poderiam ser sinais de algo que está operando no invisível, porém estruturante, em sua mente?   Aqui começa o encontro com o inconsciente. Desde as primeiras sessões, ela narrava padrões curiosos: evitava falar sobre certos episódios familiares, desviava de temas que despertavam frustração ou medo de rejeição, e retornava aos mesmos assuntos de forma indireta, como lapsos de memória ou pequenos atos falhos. Cada esquecimento de nomes, datas ou compromissos importantes não era apenas desatenção, era uma manifestação concreta do inconsciente , mostrando como seus desejos e conflitos reprimidos podiam organizar seus comportamentos sem que percebesse. Você já percebeu como pequenas repetições em sua vida podem esconder algo maior? Glória estava vivendo isso. Outro fenômeno interessante aparecia em seus relacionamentos afetivos. Repetia padrões que a faziam se sentir rejeitada ou emocionalmente insatisfeita, mesmo quando o parceiro não mostrava sinais de desaprovação. A pergunta que surge aqui é: por que continuamos escolhendo o que nos frustra? Na psicanálise, isso é explicado pela lógica do inconsciente. Conteúdos recalcados e experiências não simbolizadas retornam na forma de repetição, moldando decisões , formatando emoções e respostas de maneira silenciosa, mas impactantes. A técnica da associação livre permitiu que Glória começasse a conectar essas posturas e sintomas a passagens da sua infância, onde a expressão emocional era desencorajada e certos desejos eram extremamente reprimidos. Aos poucos, ela reconheceu que sua ansiedade e padrões repetitivos não eram falhas pessoais, mas efeitos de conteúdos inconscientes tentando se fazer presentes . Cada escolha inconsciente se tornava uma pista de seu psiquismo. Este caso me mostrou algo central: o inconsciente não é um “depósito oculto” , nem um conceito abstrato isolado da nossa vida diária. Ele atua e age constantemente, influenciando pensamentos, emoções, decisões e relações interpessoais. Lapsos, atos falhos, repetições e sintomas não são acidentes, são sinais de sua presença estruturante . A psicanálise nos permite escutar essas manifestações, oferecendo ao sujeito a oportunidade de reconhecer seus padrões, simbolizar os conflitos e transformar sua relação com o sofrimento. O acompanhamento de Glória mostra que compreender o inconsciente exige atenção, escuta cuidadosa e um método clínico que privilegie a singularidade de cada sujeito . Não se trata de controlar ou eliminar, mas de tornar visível o latente e entender como quereres, embates, conflitos e repetições condicionam escolhas. Coloco este caso que serve como exemplo concreto, ele antecede os tópicos teóricos do artigo, mostrando como o inconsciente se manifesta, funciona e pode ser exemplificado em situações reais. “O comportamento de Glória expõe que o inconsciente não se limita à pura teoria. Ele se faz presente em cada escolha, gesto e repetição da vida cotidiana.” - Dan Mena O Inconsciente Não se Domina: Conceito Psicanalítico, Clínica e Repetição O nascimento do inconsciente como ruptura Quando Freud introduz o inconsciente no final do século XIX, ele não acrescenta um novo arquétipo a um sistema já existente. Ele desmonta o sistema. A psicologia da época operava sob a suposição de continuidade entre consciência, razão e vontade. Aqui Freud interrompe essa lógica, ao afirmar que os processos psíquicos mais decisivos ocorrem fora do campo consciente , e, na maioria dos casos, em oposição direta a ele. Essa ruptura não é apenas teórica, exige um novo método de investigação, uma reestruturação ética de escuta e uma inovação na concepção de sofrimento. Assim, o sintoma deixa de ser um erro a ser eliminado e passa sob esta ótica a ser compreendido como formação de compromisso: algo que satisfaz, de forma disfarçada, um desejo inconsciente, ao mesmo tempo em que produz angústia. É nessa marcação que muitos discursos atuais se afastam radicalmente da psicanálise. Ao querer transformar o inconsciente em obstáculo a ser superado ou em trauma a ser neutralizado . Nessa visão se perde sua função estrutural, fato que o inconsciente não é um defeito do aparelho psíquico; é sua própria condição. “A clínica realmente começa quando a vontade perde o controle do próprio discurso.”  – Dan Mena Inconsciente não é subconsciente A confusão entre inconsciente e subconsciente não é apenas terminológica, ela produz efeitos clínicos e culturais relevantes . O termo “subconsciente”  sugere uma camada inferior da consciência, algo potencialmente acessível mediante algum esforço, treino ou técnica adequada. Destarte, essa ideia alimenta fantasias de controle e domínio que escapam da realidade. O inconsciente psicanalítico não funciona desta forma, ele não é um primeiro andar, mas um outro regime de funcionamento . Não se trata de trazer conteúdos à iluminação, mas de escutar a lógica que organiza tais desmemoria, ciclos e sintomas. Nosso inconsciente não espera por um momento de revelações, ele se manifesta apesar das tentativas inúmeras de silenciamento. “Não é o trauma que se repete, é a forma encontrada para que não seja dito.”  – Dan Mena O Inconsciente em Ato: Como Desejo, Linguagem e Sintoma Organizam o Sujeito Como o inconsciente funciona? Freud descreveu em detalhes o funcionamento do inconsciente a partir de operadores específicos: condensação, deslocamento, atemporalidade e ausência de contradição lógica . Esses mecanismos aparecem de forma muito privilegiada nos sonhos, embora, não se restringem a eles. “O inconsciente não pede compreensão; ele exige uma implicação.”  – Dan Mena Como isso se traduz em situações familiares? Sujeitos que compreendem intelectualmente suas dificuldades, mas continuam presos a elas; pessoas que repetem relações destrutivas apesar de reconhecerem seus prejuízos; discursos que se contradizem sem quem opera a fala perceba. Por isso entenda; o inconsciente não responde à razão, mas sim ao desejo . "O inconsciente não pergunta o que queremos, ele executa aquilo que desejamos."  –   Dan Mena Linguagem e inconsciente Uma variação posterior dessas leituras é encontrada em Lacan, onde o inconsciente passa a ser formulado como estruturado na linguagem . Essa afirmação desloca definitivamente a ideia de um inconsciente instintual ou puramente emocional. O inconsciente fala, mas fala por vias tortuosas . Ele se manifesta nos equívocos, nas repetições significantes e nos silêncios persistentes. Escutar o inconsciente, portanto, não é ouvir histórias bem elaboradas e delicadamente contadas, mas, opostamente, falhas de narrativa. Não é o conteúdo que importa, mas a forma como ele retorna . Então, posso afirmar assim:  onde a fala tropeça, algo do inconsciente se anuncia .  "O inconsciente se proclama quando a fala escapa do controle." –   Dan Mena O que Escapa à Consciência: Inconsciente, Sintoma e Clínica Psicanalítica Inconsciente, corpo e sintoma O corpo é um dos principais lugares de inscrição do inconsciente. Sintomas somáticos, compulsões alimentares, dores recorrentes sem causa orgânica, não são mensagens cifradas, são efeitos de uma história que não encontrou outra via de simbolização. Na psicanálise, não tratamos o corpo como organismo isolado, mas como corpo falado, atravessado, lavrado pela linguagem e pelo desejo do ‘’Outro’’ . O sintoma não pede interpretação, quer escuta. “A linguagem não serve ao sujeito, é o sujeito que nasce a partir dela.”  – Dan Mena Repetição e destino A compulsão à repetição é um dos pilares mais desconcertantes da psicanálise. O sujeito repete, não porque deseja conscientemente, mas porque algo permanece não simbolizado . A reiteração não é escolha; é insistência. Na vida comum, isso se manifesta em padrões afetivos, profissionais e existenciais que parecem escapar à nossa vontade. O inconsciente escreve roteiros provisórios, até que algo possa ser dito de outro modo . “Repetimos porque ainda não sabemos dizer de outra forma.”  – Dan Mena Inconsciente e o laço social O inconsciente não é um fenômeno estritamente individual. Ele se constitui no campo do ‘’Outro’’ , na linguagem herdada, nas marcas culturais. Muitos sintomas individuais são respostas singulares a impasses gerados no coletivo . Na contemporaneidade, marcada pela aceleração, pela exposição constante e pela exigência de performance, o inconsciente não desapareceu, apenas mudou de forma. Certamente, o mal-estar persiste. “O inconsciente não é íntimo, ele é atravessado e cruzado pelo laço social.”  – Dan Mena Observado na clínica contemporânea Hoje, o inconsciente se apresenta menos teatral, mas não menos insistente . Em vez de conflitos neuróticos clássicos, surgem estados de vazio, vácuo, anestesia afetiva e dificuldades de desejar. A clínica não perde sua função ao sustentar um espaço onde algo possa despontar. “Onde tudo parece resolvido, o inconsciente costuma se calar.”  – Dan Mena O que Não se Diz Retorna como Sintoma Sustentar o inconsciente hoje é sustentar o tempo. Qual esse ‘’timing’’? Tempo de escuta, de elaboração e de implicação. Por este motivo na psicanálise não prometemos felicidade, mas oferecemos um trabalho possível com aquilo que insiste . Mais uma vez, meu texto afasta quem busca respostas rápidas, incomoda quem procura técnicas e exige leitura atenta, sendo assim: ele cumpre sua função. O inconsciente não se oferece como espetáculo, se impõe como trabalho a ser realizado . "A análise começa quando aceitamos ser impossível controlar tudo."  – Dan Mena FAQ – Perguntas Frequentes - O que é o Inconsciente na Psicanálise? Conceito, Funcionamento e Exemplos O que é o inconsciente na psicanálise? O inconsciente, na psicanálise, é a instância psíquica que reúne desejos, lembranças e conflitos fora da consciência, mas que influenciam diretamente pensamentos, emoções e comportamentos, se manifestando em sonhos, sintomas, atos falhos e repetições. Como funciona o inconsciente segundo Freud? Segundo Freud, o inconsciente funciona por processos próprios, como condensação e deslocamento, não obedecendo à lógica racional. Ele se expressa indiretamente por formações como sonhos, lapsos de linguagem e sintomas psíquicos detectáveis. O inconsciente pode ser acessado diretamente? Não. O inconsciente não é acessado de forma direta ou voluntária. Ele se manifesta por meio da fala, da linguagem simbólica e das formações do inconsciente, sendo elaborado no contexto da escuta psicanalítica. Quais são exemplos de manifestações do inconsciente? Exemplos clássicos de expressão do inconsciente incluem atos falhos, sonhos, sintomas físicos sem causa orgânica, repetições comportamentais e reações emocionais desproporcionais ao contexto vivido. Qual a diferença entre consciente e inconsciente? O consciente se refere ao que está presente na nossa percepção imediata. O inconsciente abriga conteúdos recalcados que não são acessíveis diretamente, mas influenciam o sujeito de forma contínua e estruturante. O inconsciente influencia nossas decisões? Sim. O inconsciente influencia escolhas afetivas, profissionais emocionais e comportamentais, mesmo quando acreditamos agir de forma totalmente racional, estamos totalmente expostos a desejos e conflitos não conscientes. O inconsciente desaparece com o tempo? Não. O inconsciente não desaparece, mas pode se reorganizar ao longo da vida conforme novas experiências, simbolizações e elaborações psíquicas que são produzidas. A psicanálise elimina o inconsciente? Não. A psicanálise não elimina o inconsciente. Seu objetivo é possibilitar que o sujeito reconheça seus efeitos, transformando a relação com o sofrimento e angústia, também, com as repetições inconscientes. O inconsciente é sempre negativo? Não. Embora esteja ligado ao conflito psíquico, o inconsciente também é fonte de criatividade, desejo, singularidade e produção simbólica. Por que o inconsciente se manifesta em sintomas? O inconsciente se manifesta em sintomas quando certos conteúdos não encontram simbolização possível, retornando de forma indireta como sofrimento psíquico ou repetição. Bibliografia FREUD, Sigmund. A interpretação dos sonhos . São Paulo: Companhia das Letras, 2019. FREUD, Sigmund. O inconsciente . São Paulo: Imago. FREUD, Sigmund. Além do princípio do prazer . São Paulo: Imago. FREUD, Sigmund. Conferências introdutórias à psicanálise . São Paulo: Companhia das Letras. LACAN, Jacques. O Seminário, Livro XI . Rio de Janeiro: Zahar. LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, J.-B. Vocabulário da Psicanálise . São Paulo: Martins Fontes. BION, Wilfred. Aprender com a experiência . Rio de Janeiro: Imago. GREEN, André. O trabalho do negativo . Porto Alegre: Artmed. FINK, Bruce. O sujeito lacaniano . Rio de Janeiro: Zahar. SAFATLE, Vladimir. A paixão do negativo . São Paulo: Unesp. 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Sou Dan Mena, psicanalista , supervisor clínico e pesquisador em psicanálise e neurociência do desenvolvimento. 👉 Clique para conhecer meus livros; https://uiclap.bio/danielmena Dan  Mena – Membro Supervisor do Conselho Nacional de Psicanálise (CNP) Conselho Nacional de Psicanálise - REG - N.º - 1199, desde 2018); (CBP) Membro do Conselho Brasileiro de Psicanálise - REG - N.º - 2022130, desde 2020); Dr. Honoris Causa em Psicanálise pela Christian Education University – Florida Department of Education, EUA (Enrollment H715 / Register N.º H0192); Pesquisador em Neurociência do Desenvolvimento  PUCRS - (ORCID™); Especialista em Sexologia e Sexualidade pela Therapist University, Miami, EUA N.º (RQH W-19222 / Registro Internacional)

  • Interpretação dos Sonhos na Psicanálise: Querer, Censura e Linguagem

    Freud e a Interpretação dos Sonhos Interpretação dos Sonhos na Psicanálise: Querer, Censura e Linguagem Se você acha que sonhos têm significados prontos, este texto não é muito confortável Nos últimos anos, os sonhos passaram a ser capturados por uma curiosa exacerbação interpretativa. Há leituras esotéricas que os tratam como mensagens cósmicas, interpretações matemáticas que buscam padrões numéricos ocultos, algoritmos que prometem decodificar símbolos universais, ligações com animais e jogos de azar e até inteligências artificiais que se apresentam como tradutoras do inconsciente. Todas essas abordagens, ao meu ver, compartilham o mesmo equívoco estrutural: retiram o sonho do sujeito que sonha. Ao transformar o onírico do ser em dado, código ou sinal transcendental, apagam sua função psíquica e sua inscrição na história singular. O sonho não é oráculo, nem equação, nem previsão, é uma literal produção do inconsciente, que só ganha sentido quando alguém se implica em sua escuta. A maioria da população chega ao tema com a mesma expectativa: descobrir “o que significa” . Essa projeção é absolutamente compreensível. É exatamente neste ponto que a psicanálise começa a trabalhar contra ela. Porque o sonho não foi feito para explicar nada, foi elaborado para funcionar. Quando alguém me procura dizendo: Dan, “tive um sonho estranho” , o adjetivo não é irrelevante. Atípico, é o nome que dou quando algo escapa à lógica cotidiana. Esse escape que interessa à psicanálise. O sonho não é um enigma esperando por um decifrador talentoso . Ele é um efeito de linguagem produzido por um sujeito dividido, atravessado por desejos, censura e uma história particular. "O sonho deixa de operar quando é tratado como resposta pronta." - Dan Mena Desejo e Censura Psíquica Um Caso Clínico: Quando o Sonho passa a Comandar a Vida Um paciente de nome Eugênio me procurou, tomado por um medo que não conseguia dar nome com precisão. Não vinha em busca de interpretação, ao menos não conscientemente. Venho em busca de contenção. Parecia estar “assustado consigo mesmo”  desde que tivera um sonho que, segundo ele, “não podia mais ser ignorado” . No sonho, ele se via caminhando por uma estrada estreita, quando um animal surgia de forma abrupta e o obriga a desviar do percurso. Ao acordar, sente um mal-estar, nada que, por si só, justificasse a angústia que se seguiu. O ponto de virada, ocorre quando acometido por ansiedade, decide consultar interpretações prontas, principalmente leituras esotéricas que associavam aquele animal a presságios de traição e perda, outros, numerológicos que relacionavam o cenário a ciclos de morte simbólica e “perigo iminente” . A partir daí, algo se deslocou em Eugênio de maneira muito preocupante. Ele passou a revisar suas relações, desconfiar de pessoas próximas, evitar decisões profissionais importantes e, em um movimento que ele próprio reconhecia como estranho, rompeu um vínculo afetivo por “não querer desafiar o que o sonho de alguma forma comunicava” . Logo, o episódio deixou de ser um evento psíquico e passou a escalar, operando como um comando real da sua vida. O medo não vinha do conteúdo onírico, mas da autoridade que ele mesmo havia atribuído à sua interpretação . Na clínica, o trabalho não começou pelo sonho em si, senão, pelo efeito que ele produziu. Não se tratava de corrigir uma interpretação equivocada com outra que pudesse se dizer “mais correta” . O foco foi direcionado para devolver essa construção ao lugar de onde havia sido retirado: o discurso do sujeito . Quando, pouco a pouco, foi convidado a associar livremente à imagem do animal, à estrada, ao desvio, surgiram vários elementos de sua história que nada tinham de místicos ou premonitórios. Apareceram impasses profissionais adiados, conflitos antigos, relacionamentos traumáticos com figuras de autoridade e escolhas evitadas. O medo começou a ceder quando o sonho deixou de ser tratado como aviso externo e passou a ser escutado como uma produção interna . Não houve exposição súbita, nem interpretação fechada. Aconteceu o deslocamento. Eugênio pôde reconhecer que o que o paralisava não era o sonho, mas a tentativa de ser silenciado com sentidos prontos. Ao final, algo se reorganizou: não porque o sonho “foi explicado e interpretado” , mas porque ele deixou de comandar e passou a falar. Essa vinheta clínica de Eugênio ilustra um ponto central: o perigo não está no sonho, mas no uso que fazemos dele quando se retira o sujeito da sua equação . Quando o ‘’sonhado’’  é tomado como premonição, ele se torna Rei. Se escutado como linguagem, ele trabalha, essa é a diferença que a psicanálise estabelece e insiste em sustentar. Desde Freud, ‘’a interpretação dos sonhos’’  nunca foi uma técnica de tradução simbólica universal. É uma prática clínica que exige tempo, escuta treinada e implicação subjetiva. Não existe sonho neutro, nem inocente. Sobretudo, não há sonho fora de quem sonha . Neste artigo: vou assegurar quatro posições claras, não negociáveis: o sonho não tem significado universal ; não existe interpretação fora do sujeito ; o sonho é uma realização disfarçada de desejo ; e a interpretação só é possível através da associação livre . Isso frustra bastante quem busca respostas rápidas. Incomoda quem quer técnica replicável. Afasta quem deseja controle. E é por isso que clinicamente funciona, inclusive editorialmente. Porque quem permanece lendo já aceitou algo básico neste contexto, interpretar sonhos não é dominar um saber,   é   sustentar uma pergunta . Vamos desmontar as ilusões mais comuns sobre sonhos, entender por que conteúdos de impacto não são literais, examinar o papel da censura psíquica e, sobretudo, deixar claro o que a psicanálise faz com os sonhos, e aquilo que ela se recusa a fazer com eles. Se você continuar, não será recompensado(a) com respostas prontas. Será convocado(a) a pensar. E isso muda muita coisa. "Interpretar sem o sujeito é retirar o sonho de sua própria cena." - Dan Mena O sonho não é uma mensagem secreta, é uma produção do inconsciente Aqui está o primeiro corte decisivo que vou dar no tema. O sonho não é uma mensagem cifrada enviada pelo inconsciente . Essa metáfora é extremamente sedutora, destarte, enganosa. Se presume ser um emissor organizado, uma intenção comunicativa e um destinatário capaz de decodificar corretamente. Nada disso se sustenta clinicamente. O sonho é uma formação do inconsciente , assim como o lapso, o ato falho e o sintoma. Ele surge como solução de compromisso entre forças psíquicas que estão em debate ou conflito. Seu objetivo não é comunicar, mas permitir que algo do desejo se realize sem provocar angústia e dor suficiente para despertar o sujeito . Para isso, o desejo precisa se deformar, se revestir, não porque seja proibido moralmente, mas porque sua expressão direta seria insuportável para o eu . O sonho não oculta de fato o que deseja, ele o transforma num enredo . A partir desta condensação, acontece o deslocamento, figurabilidade, metáfora, fantasia e elaboração secundária que não são códigos simbólicos, senão, operações psíquicas. Por isso, quanto mais alguém insiste em “fazer sua tradução”  mais ele se afasta de sua lógica. O sonho não pede sua adaptação, ele quer um trabalho psíquico posterior . Se não é a intenção do sonho comunicar algo de forma direta, então precisamos perguntar: o que exatamente se realiza nele?  É aqui que entramos no terreno do desejo. "O mal-estar não vem do sonho, mas da autoridade dada à sua interpretação." - Dan Mena Associação Livre na Psicanálise Querer não é querer: o desejo não coincide com a vontade consciente Quando se diz que o sonho é a realização do desejo, muitos imaginamos imediatamente algo simples: “sonhei com o que eu queria” . Esse equívoco é tão comum quanto destrutivo para a sua compreensão. Principalmente quando visto sob a abordagem clínica. O desejo que se realiza no sonho não é o de fato consciente . Ele não obedece à moral, à imagem ideal de si nem à uma coerência narrativa . Se trata de um querer inconsciente, frequentemente uma passagem infantil, ambivalente, e quase sempre contraditório. Não raramente, inaceitável para o próprio sujeito. É por isso que causam desconforto, vergonha, medo, ansiedade ou repulsa. Eles colocam em cena algo que o sujeito não reconhece como “seu” . E é precisamente aí que o sonho acerta. Na lógica psicanalítica, o desejo não é aquilo que o sujeito quer admitir, pelo contrário: é o que insiste, retorna, dá voltas e se disfarça, encontrando assim, vias indiretas de satisfação. Mesmo quando são angustiantes, podem carregar satisfação psíquica. O inconsciente não busca bem-estar; busca descarga . Portanto, se o desejo aparece de forma tão desviada e deformada, precisamos entender: quem distorce? . É nesse momento que a censura vira protagonista. A censura não é uma regra moral, é uma função estrutural Muitos imaginam o controle e o filtro como um juiz interno que proíbe certos conteúdos. Essa imagem moralizante empobrece completamente o conceito. A censura não existe para punir o desejo, mas para que se torne suportável . Sem limites, não haveria sonho, apenas angústia. Ele só acontece porque o desejo passa por um processo de deformação suficiente para não romper com o sono. Quanto mais intenso o conflito psíquico, mais elaborado tende a ser sonhado. É por essa razão que sonhos são “confusos” , fragmentados ou ilógicos, não são falhas do aparelho mental. São realmente produtos sofisticados de trabalho inconsciente. A estranheza é o índice de sua elaboração. O erro do intérprete apressado é querer passar por cima da censura à força. A clínica nos ensina o inverso: respeitar sua função, acompanhar seus desvios, escutar seus efeitos. Logo se esclarece, que se o desejo é deturpado por um barreira limitante, como ele aparece?  Eis a resposta: pela linguagem . Mas não é qualquer forma de enunciação. O sonho fala, mas fala numa língua que não explica Deduzimos, portanto, que ele é também linguagem, mas não atua dentro de uma narrativa explicativa. Ele articula imagens, cenas, sons, palavras e afetos seguindo uma lógica própria. Uma ordem que não obedece à gramática consciente, nem à linearidade temporal, menos ainda à coerência causal. Essa linguagem não é universal, um mesmo elemento onírico pode ter funções completamente distintas em sujeitos diferentes. Uma casa pode ser refúgio, ameaça, corpo, passado, futuro ou tudo isso ao mesmo tempo. É por isso que dicionários de sonhos nunca dão certo. Eles congelam o sentido onde deveria haver movimento, transformam linguagem em código e escuta em técnica. Se o sonho fala numa língua própria e singular, então a pergunta inevitável é: quem pode fazer sua tradução?  Certamente a resposta não agrada a todos. "O desejo que se realiza no sonho não coincide com a vontade consciente." - Dan Mena Clínica Psicanalítica e Escuta Freudiana Associação livre: o sonho só se interpreta com quem sonhou Aqui está o crucial que mais frustra as expectativas mágicas: o analista não interpreta o sonho sozinho . Não há leitura legítima fora da associação livre do sujeito. Associação livre não é “falar qualquer coisa”  de qualquer jeito. É permitir que as palavras encontrem encadeamento sem censura consciente, seguindo ressonâncias afetivas. É nesse movimento que ele começa a se deslocar da imagem para o discurso. Quando alguém pergunta “o que significa sonhar com…” , a única resposta ética que posso dar é: depende do que isso convoca em você . Esse retorno decepciona quem busca autoridade externa. Mas devolve ao sujeito algo fundamental: sua autoria. Em consequência não há interpretação pronta, então precisamos enfrentar a pergunta que muitos evitam: por que insistimos tanto nelas? Por que não existe — e não deveria existir — interpretação pronta de sonhos A promessa de decifração pronta oferece alívio imediato. Mas esse conforto tem um preço: interrompe o trabalho psíquico. Ele fecha o sentido onde deveria haver uma abertura. A psicanálise se recusa a tomar esse atalho porque sabe que o sonho não é um problema a ser resolvido, mas um material a ser elaborado. Interpretar não é explicar : É produzir deslocamento. Quando um sentido é imposto de fora, o sujeito se desimplica da sua atuação. Quando a direção emerge da associação, algo se transforma. Isso fica ainda mais evidente quando analisamos sonhos que assustam, chocam ou nos intrigam. "A estranheza do sonho é sinal de trabalho psíquico, não de falha." - Dan Mena Morte, sexo, queda: por que o sonho nunca é literal Poucos conteúdos provocam e exacerbam a ansiedade quanto sonhos com morte, sexo, violencia ou queda. A tentação é sua leitura urgente, entender sua literalidade é enorme. E quase sempre descaminha equivocada. Na clínica, morte raramente fala de morte. Fala de perda, separação, frustração, mudança, ruptura simbólica, etc. Sexo raramente fala de sexualidade. Fala de desejo, invasão, limite e gozo. Queda nunca é sobre cair. Senão da falha da própria ruptura, perda de sustentação, colapso imaginário. Tomar o sonho ao pé da letra é uma defesa, ele protege o sujeito de escutar algo mais implicante do qual não quer evidentemente dar conta. Se o sonho não é o que se mostra, então precisamos esclarecer, finalmente, o que a psicanálise faz com ele: como psicanalistas, fazemos o que ele se recusa a fazer. "A censura não proíbe o desejo, ela o torna suportável." - Dan Mena O Inconsciente como Escrita Simbólica O que a psicanálise faz com os sonhos, e o que não faremos Primeiro, a psicanálise escuta os sonhos, não os categoriza, classifica, hierarquiza, não os transforma em um diagnóstico isolado. Interpelamos e negamos o uso instrumental dele como prova, espetáculo, encenação ou conversão em mercadoria simbólica. Segundo, recusamos a interpretação autoritária. Abolimos seu trato como simbolismo universal. Rejeitamos a promessa de controle, isso não é limitação. É uma posição ética. Porque onde há sonho, há sujeito. E onde há sujeito, não existe o manual de instruções. "A linguagem onírica só existe ligada à história de quem sonha." - Dan Mena Interpretar sonhos é sustentar a pergunta certa Se você chegou até aqui, e permanece esperando uma lista de significados, estou certo que te desapontei. E isso é um bom sinal. A quebra de expectativa na psicanálise costuma indicar que algo do desejo foi tocado. Interpretar sonhos não é descobrir um segredo oculto ou encontrar um enigma insondável. Para mim, seria criar um campo de condições para que o paciente me diga algo novo sobre si. O sonho não entrega respostas, convoca ao trabalho, tempo e escuta. Quando compreendemos que não existe significado prescrito, que não há interpretação fora do sujeito, que o sonho realiza desejos de forma disfarçada e que tudo depende da associação livre, algo se move na direção correta. Passamos de consumidores de sentido a participantes do próprio discurso . Essa mudança não é apenas clínica, ela é altamente ética, cultural e política. Porque recusar respostas prontas é também eliminar a infantilização do indivíduo. Por isso que textos como este não agradam a todos. Eles selecionam, filtram, separam. Exigem tempo. Produzem incômodo. Mas quem permanece, está presente de uma forma análoga  e diferente. Se este meu artigo não te deu respostas, então, ele cumpriu sua função. Se te deixou pensando, talvez o sonho continue trabalhando, destarte, agora acordado(a). "Interpretar sonhos é sustentar perguntas, não fechar sentidos." - Dan Mena FAQ - Interpretação dos Sonhos na Psicanálise: Querer, Censura e Linguagem Sonhos têm significado universal? Não. A psicanálise afirma que não existe significado único para os sonhos.  Cada sonho só pode ser compreendido a partir da história, da linguagem e das associações de quem sonha. Existe interpretação correta de sonhos? Não no sentido de uma resposta pronta. A interpretação não é tradução nem decifração , mas um trabalho clínico que depende da implicação do sujeito com o que sonhou. O que a psicanálise entende por interpretação dos sonhos? Interpretação é uma operação clínica , não um dicionário simbólico. Ela produz deslocamento de sentido a partir da associação livre, não explicações fechadas. O sonho é uma mensagem do inconsciente? Não exatamente. O sonho é uma formação do inconsciente , não uma mensagem enviada para ser decodificada. Ele funciona como solução de compromisso psíquico. Por que os sonhos parecem confusos ou ilógicos? Porque seguem uma lógica própria , diferente da racionalidade consciente. A estranheza é sinal de elaboração inconsciente, não de erro mental. O que significa sonhar com morte? Na clínica, a morte raramente fala de morte literal. Pode indicar perda, separação, ruptura simbólica ou transformação , dependendo das associações do sujeito. Sonhar com sexo sempre tem sentido sexual? Não. Em psicanálise, o conteúdo sexual pode falar de desejo, limite, invasão, gozo ou conflito , e não necessariamente do ato sexual. O sonho realiza desejos? Sim, mas não desejos conscientes . O sonho realiza desejos inconscientes, frequentemente ambivalentes e deformados pela censura psíquica. Por que sonhos podem causar medo ou angústia? Porque colocam em cena algo que o sujeito não reconhece como seu. O inconsciente não busca conforto, busca descarga psíquica. O que é censura nos sonhos? O filtro não é moral. É uma função estrutural  que deforma o desejo para torná-lo suportável, permitindo que o sujeito continue dormindo. Quem pode interpretar um sonho? Não existe interpretação fora de quem sonhou. O analista não interpreta sozinho ; o sentido emerge da associação livre do próprio sujeito. O que é associação livre na interpretação dos sonhos? É permitir que palavras, lembranças e afetos se encadeiam sem direção consciente. É nela que o sonho se desloca da imagem para a linguagem. Por que dicionários de sonhos não funcionam? Porque transformam linguagem em código e escuta em técnica. Eles retiram o sonho do sujeito e interrompem o trabalho psíquico. O que a psicanálise se recusa a fazer com os sonhos? Rejeitamos interpretações autoritárias, simbologias universais e promessas de controle. Onde há sujeito, não há manual de instruções. Interpretar sonhos é encontrar respostas? Não. Interpretar sonhos é sustentar a pergunta certa.  Quando não há resposta pronta, algo do sujeito pode finalmente falar. Bibliografia FREUD, Sigmund. A interpretação dos sonhos. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. FREUD, Sigmund. Conferências introdutórias à psicanálise. São Paulo: Imago / Companhia das Letras, 2021. FREUD, Sigmund. O Inconsciente. São Paulo: Imago. LACAN, Jacques. The Seminar, Book XI: The Four Fundamental Concepts of Psychoanalysis. New York: W.W. Norton, 1977. LACAN, Jacques. Écrits: A Selection. New York: W.W. Norton & Co., 1977. LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, Jean‑Bertrand. Vocabulário da psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 1991. NASIO, José‑Donoso. O sonho na psicanálise. São Paulo: Contexto. GREEN, André. O trabalho do negativo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999. BION, Wilfred R. Aprender com a experiência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2006. ROUDINESCO, Élisabeth. Freud: uma biografia. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. MILLER, Jacques‑Alain. Introdução à clínica lacaniana. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998. SOLER, Colette. O sujeito e o outro. São Paulo: Escuta Editorial, 1990. DUNKER, Christian. Estrutura e constituição da clínica. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. SAFOUAN, Michel. A palavra ou a morte. São Paulo: Escuta Editorial, 1990. Links Externos Interpretação dos Sonhos na Psicanálise – Interapia Interpretando Sonhos – Psicanálise Clínica A Interpretação dos Sonhos na Psicanálise – SBPdePA Dream: Psychoanalytic Interpretations – Britannica A Interpretação dos Sonhos – Psicanálise Clínica Links Internos Ética e Moral Recusa da Falta Desejo Psicoterapias Breves Clínica Psicanalítica Impacto Psíquico O Analista Arte de Escutar Palavras-chave interpretação dos sonhos na psicanálise, psicanálise e sonhos, sonhos e inconsciente, significado dos sonhos psicanálise, desejo inconsciente e sonhos, censura psíquica nos sonhos, associação livre e interpretação dos sonhos, freud interpretação dos sonhos, linguagem do inconsciente, sonhos e clínica psicanalítica, sonho não tem significado universal, interpretação dos sonhos freud, escuta clínica do sonho, sonho como realização de desejo, análise dos sonhos na clínica Hashtags #interpretaçãodossonhosnapsicanálise #psicanáliseesonhos #sonhoseinconsciente #significadodossonhospsicanálise #sonhosnãotêmsignificadouniversal #desejoinconscienteesonhos #censurapsíquicanossonhos #associaçãolivreeinterpretaçãodossonhos #freudinterpretaçãodossonhos #linguagemdoinconsciente #sonhoseclínicapsicanalítica Publicação Acadêmica Interpretação dos Sonhos na Psicanálise: Querer, Censura e Linguagem DOI: 10.5281/zenodo.18147373 Sobre o Autor Este artigo nasce da minha prática clínica e da pesquisa teórica que amarro ao longo dos anos. Sou Dan Mena, psicanalista , supervisor clínico e pesquisador em psicanálise e neurociência do desenvolvimento. 👉 Clique para conhecer meus livros; https://uiclap.bio/danielmena Dan  Mena – Membro Supervisor do Conselho Nacional de Psicanálise (CNP) Conselho Nacional de Psicanálise - REG - N.º - 1199, desde 2018); (CBP) Membro do Conselho Brasileiro de Psicanálise - REG - N.º - 2022130, desde 2020); Dr. Honoris Causa em Psicanálise pela Christian Education University – Florida Department of Education, EUA (Enrollment H715 / Register N.º H0192); Pesquisador em Neurociência do Desenvolvimento  PUCRS - (ORCID™); Especialista em Sexologia e Sexualidade pela Therapist University, Miami, EUA N.º (RQH W-19222 / Registro Internacional).

  • Graduação em Psicanálise: Quando o Diploma Substitui a Formação

    Graduação em Psicanálise e o Limite do Diploma na Clínica Graduação em Psicanálise: Quando o Diploma Substitui a Formação A cena que inaugura o problema Ele(a) tinha diploma. Grade curricular concluída é um histórico impecável. Mas, diante do sofrimento do paciente, algo não acontecia: a escuta não se sustentava . Não se trata de incompetência individual nem de má-fé. Falo de um deslocamento silencioso e muito perigoso no modo como a psicanálise vem sendo apresentada, prometida e, em certos contextos, confundida com uma formação universitária habilitante. O risco não está no estudo da psicanálise em instituições formais, isso sempre existiu inicialmente na Europa até os dias atuais, mas na substituição da experiência clínica pela lógica do diploma. Pelo contrário, é altamente desejável que o psicanalista possua uma formação universitária anterior, sólida em outros campos do saber: como Filosofia, Psicologia, Teologia, Letras, Ciências Sociais ou Medicina. ''Formação não é acúmulo de saber; é deslocamento do lugar de quem sabe.'' - Dan Men a Graduação em Psicanálise: quando o diploma não sustenta a escuta clínica Essas formações ampliam o horizonte simbólico, refinam a leitura cultural e sustentam a densidade da escuta. O problema aparece quando essa base acadêmica passa a ser apresentada como suficiente, ou quando se pretende que a psicanálise, ela mesma, funcione como graduação substitutiva, apagando a especificidade ética e clínica da formação analítica. A psicanálise não nasce como profissão regulamentada, nem como currículo, nem como conjunto de créditos. Ela se conceitua como experiência , um atravessamento subjetivo que reorganiza o lugar do saber, da palavra e do desejo. Quando esse circuito se inverte, os efeitos não aparecem de imediato. Eles emergem propriamente na clínica , no manejo da transferência, no uso do silêncio, na ética da intervenção. Não pretendo panfletar contra universidades, nem fazer um manifesto corporativista. É uma leitura clínica, particular minha,  do que acontece quando a lógica universitária e mercadológica  ocupa o lugar da formação analítica . ''A clínica começa onde o saber vacila.'' - Dan Mena Estudar psicanálise não é se formar psicanalista Desde Freud, a psicanálise circula na universidade, quanto a isso, sem novidades. Está presente na psicologia, na medicina, na filosofia, nas letras, na sociologia. Há pesquisas sólidas, pós-graduações sérias, produção teórica consistente. Nada disso está em questão neste momento. O ponto decisivo é outro: estudar psicanálise não equivale a uma formação como psicanalista . O percurso eu diria em psicanálise, não é um substantivo genérico. É um processo específico que envolve, de maneira indissociável os três pilares fundamentais: Análise pessoal (não como exigência burocrática, mas como experiência ética); Supervisão clínica (como transmissão de um saber que não se reduz a técnica); Estudo teórico contínuo (como elaboração e não como consumo). Esses elementos não funcionam como um ato de somar o que é preciso. Eles se articulam . É dessa mecânica que se abre a possibilidade de ocupar um lugar clínico. Quando a formação é apresentada como currículo concluído , algo fundamental se perde: a dimensão do tempo subjetivo . ''Onde o diploma responde, a escuta recua.'' - Dan Mena A Ilusão da Formação Garantida O diploma como fetiche contemporâneo Vivemos a cultura que promete certificação para tudo. O diploma opera como fetiche simbólico : ele oferece a ilusão de um lugar garantido, reconhecido, autorizado por instâncias externas. Destarte, é sim relevante que o psicanalista que se autoriza como tal, possa apresentar uma trajetória: cursos, especializações, participação em seminários, reconhecimentos, ações sociais, literaturas próprias, principalmente: experiência com pares, etc. Na psicanálise, essa promessa entra em choque com um princípio estrutural: o analista não é autorizado por um papel , mas por um percurso. A famosa fórmula: “o analista só se autoriza de si mesmo… e de alguns outros” , não legitima o improviso, senão afirma a centralidade do reconhecimento pelos(as) psicanalistas guias do trajeto  e da experiência clínica. Para deixar claro; Dizer que “o analista só se autoriza de si mesmo… e de alguns outros”   não significa fazer o que quiser ou se declarar analista por conta própria. Estabelece que ninguém recebe um carimbo automático para ocupar esse lugar. A autorização nasce quando alguém atravessou sua própria experiência analítica e, ao mesmo tempo, é reconhecido por outros colegas que sabem, por experiência, o que esse lugar exige. Quando o diploma passa a ocupar esse lugar de garantia, se cria um curto-circuito: o sujeito se identifica com o título antes de sustentar a função primordial. O resultado não é apenas teórico. Ele se insurge como empobrecimento da escuta , rigidez técnica, medo do silêncio e intervenções defensivas, entre outros fatores. ''A transferência não reconhece currículos.'' - Dan Mena Os efeitos que não aparecem nas estatísticas O problema não é visível em planilhas. Ele não se encontra como um erro administrativo. Surge no encontro clínico . Alguns efeitos recorrentes: a confusão entre aconselhamento e interpretação; a pressa em “resolver” o sintoma; a dificuldade de sustentar a transferência sem se defender; o uso do saber como proteção narcísica; a captura do paciente por um discurso de adaptação. Feliz ou infelizmente, nada disso se ensina em apostilas. Esses efeitos indicam ausência de atravessamento . Sinalizam que a formação foi substituída por uma promessa de habilitação . ''A universidade ensina; a clínica transforma.'' - Dan Mena Psicanálise na universidade: entre saber acadêmico e ética clínica Universidade, mercado e supereu institucional A expansão de cursos na área responde a uma demanda real: mais pessoas interessadas em psicanálise, mais sofrimento psíquico, mais busca por escuta. O problema é quando essa expectativa é traduzida exclusivamente em oferta de mercado . A lógica neoliberal da educação opera por volume, velocidade e escalabilidade. A psicanálise opera por tempo, singularidade e implicação do sujeito . Quando a primeira engole a segunda, surge um supereu institucional  que ordena: “se forme rápido”, “certifique-se”, “comece a atender agora” . Esse supereu não liberta. Ele pressiona . E a clínica, é o paciente, que por consequência paga o preço. ''Certificação sem experiência produz silêncio defensivo.'' - Dan Mena Formação não é acessório: é ética Há quem argumente que a graduação “democratiza” e nivela a psicanálise. A questão é: democratizar o quê?   O acesso ao estudo universitário sempre existiu, como já comentei no inicio. O que não pode ser democratizado por decreto é a experiência subjetiva da formação . Exigir análise pessoal como condição curricular seria antiético. A tornar dispensável é esvaziar a formação. Eis o impasse. A universidade não consegue resolver esse ponto sem trair a ética analítica. A psicanálise, ao contrário, sempre sustentou um controle pelos pares , (supervisores)  um laço comunitário que não é corporativo, mas, uma aliança clínica. É isso que se perde quando a formação é convertida em diploma. Não é nostalgia, é responsabilidade clínica Este debate não é de forma alguma  saudosista. Não se trata de defender modelos fechados ou elitistas. Falo de responsabilidade clínica . Quem ocupa o lugar de analista lida com sofrimento, com transferência, com desejo. Não há atalhos seguros para isso. A psicanálise pode e deve dialogar com a universidade, com o digital, com a cultura contemporânea. O que ela não pode é abdicar de sua ética de formação  sem pagar um preço alto demais. ''O mercado promete atalhos para o impossível.'' - Dan Mena O que está em jogo, afinal O que está no ‘’game’’ não é alcançar um título. É o lugar da clínica  na cultura atual. Quando a formação se reduz ao diploma, o analista corre o risco de se tornar um operador de discurso. Quando a experiência sustenta o caminho, algo diferente acontece: a escuta se abre, o saber vacila, o desejo encontra espaço. A pergunta que fica não é administrativa. É clínica: Formação do psicanalista não se reduz a grade curricular Que tipo de analista estamos formando quando prometemos formação sem experiência? O Dia em que o Diploma Tentou Fazer Análise Talvez tudo isso soe um tanto exagerado para quem acredita que a psicanálise funciona como qualquer outro curso: assiste às aulas, faz as provas, imprime o diploma e pronto: está “apto” . Nesse imaginário fictício, o inconsciente vira conteúdo programático, a transferência um capítulo opcional e o sofrimento do outro um campo de estágio supervisionado por planilhas. ''O analista se forma quando aceita não saber.'' - Dan Mena É confortável pensar assim não é? . Dá segurança. Evita a angústia de não saber. Mas a psicanálise nunca prometeu conforto a ninguém. Ela não se organiza para tranquilizar o analista, muito menos para certificar identidades profissionais. Quem procura garantias talvez esteja no lugar errado, certamente, não é o paciente. Não se trata de negar a faculdade ou a universidade, como já disse no início: ela já existe centenáriamente, nem de cultuar um misticismo clínico. Quero fechar com um certo sarcasmo necessário ao tema: o inconsciente não lê diploma, sintoma não respeita grade curricular e a escuta não se sustenta por decreto. Se isso incomoda, talvez já seja um bom começo de formação. ''Formação psicanalítica não é produto; é percurso.'' - Dan Mena Quando a Formação Vira Título Bibliografia BIRMAN, Joel. Mal-estar na atualidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. FINK, Bruce. O sujeito lacaniano. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. FREUD, Sigmund. A questão da análise leiga. Rio de Janeiro: Imago, 1976. FREUD, Sigmund. O mal-estar na cultura. Rio de Janeiro: Imago, 1976. GREEN, André. A loucura privada. Rio de Janeiro: Imago, 1990. LACAN, Jacques. O seminário, livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1985. LACAN, Jacques. Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, J.-B. Vocabulário da psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2001. MILLER, Jacques-Alain. Silet. Rio de Janeiro: Zahar, 1997. ROUDINESCO, Elisabeth. Por que a psicanálise? Rio de Janeiro: Zahar, 2000. FAQ - Graduação em Psicanálise: Quando o Diploma Substitui a Formação   Graduação em psicanálise forma psicanalistas? Não. Forma estudantes de psicanálise. A passagem ao lugar de analista não decorre de um currículo concluído, mas de um percurso clínico que envolve experiência subjetiva, supervisão e reconhecimento pelos pares. Estudar psicanálise na universidade é um erro? Não. O erro está em confundir estudo universitário com formação analítica. A universidade transmite saber; a clínica exige atravessamento. Qual o risco de tratar a psicanálise como profissão regulamentada? O risco é reduzir a ética da escuta a protocolos, apagando a singularidade do sujeito e transformando o analista em operador de discurso. Por que o diploma se torna um problema na clínica? Porque ele pode funcionar como garantia imaginária, produzindo rigidez técnica, medo do silêncio e defesas narcísicas diante da transferência. O que significa dizer que o analista não é autorizado por um papel? Significa que nenhum título substitui a experiência analítica e o reconhecimento clínico. A função analítica não é concedida, é sustentada. A famosa frase “o analista só se autoriza de si mesmo” legitima o improviso? Não. Ela afirma responsabilidade, não arbitrariedade. A autorização emerge do percurso e do laço com outros analistas, não da vontade individual. Por que a experiência analítica é insubstituível? Porque é nela que o sujeito confronta sua própria divisão, condição mínima para sustentar a escuta do outro sem ocupar o lugar de saber total. O que se perde quando a formação vira currículo fechado? Perde-se o tempo subjetivo. A formação analítica não obedece ao relógio institucional nem à lógica de conclusão. A graduação “democratiza” a psicanálise? Democratiza o acesso ao estudo, não à formação clínica. A experiência analítica não pode ser distribuída por decreto. Qual a diferença entre estudar teoria e sustentar a clínica? Estudar teoria amplia repertório. Sustentar a clínica implica suportar o não saber, a transferência e o mal-estar sem recorrer a garantias externas. Por que o mercado educacional entra em conflito com a psicanálise? Porque o mercado opera por escala e rapidez, enquanto a psicanálise exige tempo, implicação e singularidade. O que é o supereu institucional na formação? É a voz que ordena produtividade, certificação e aceleração, produzindo culpa e pressa onde deveria haver elaboração. Quais efeitos clínicos surgem quando a formação é insuficiente? Confusão entre aconselhamento e interpretação, pressa em resolver sintomas, uso defensivo do saber e dificuldade de sustentar a transferência. Esses problemas aparecem em avaliações formais? Não. Eles emergem no encontro clínico, onde planilhas e grades curriculares não operam. Ter graduação em outras áreas ajuda na formação analítica? Sim. Filosofia, Psicologia, Letras, Teologia ou Medicina ampliam o horizonte simbólico. O problema surge quando isso é apresentado como suficiente. A psicanálise deve se afastar da universidade? Não. Deve dialogar sem se submeter. O risco não é o contato, mas a substituição da ética analítica pela lógica institucional. Existe um “atalho” seguro para se tornar analista? Não. Toda promessa de atalhos costuma custar caro ao paciente. Como saber se alguém está sustentando o lugar de analista? Não pelo diploma, mas pela qualidade da escuta, pelo manejo da transferência e pela capacidade de sustentar o não saber sem se proteger. Links Externos International Psychoanalytical Association —   https://www.ipa.world Freud Museum London —   https://www.freud.org.uk École de la Cause Freudienne — https://www.causefreudienne.net Société Psychanalytique de Paris —   https://www.spp.asso.fr Revista International Journal of Psychoanalysis  —   https://onlinelibrary.wiley.com Links Internos Ética e Moral Recusa da Falta Desejo Psicoterapias Breves Clínica Psicanalítica Impacto Psíquico O Analista Arte de Escutar Palavras-chave graduação em psicanálise, formação clínica, ética psicanalítica, diploma e clínica, autorização do analista, supervisão clínica, análise pessoal, psicanálise universitária, mercado educacional, supereu institucional, transferência, escuta clínica, desejo, laço social, ensino da psicanálise, clínica contemporânea, formação do analista, psicanálise e universidade, risco clínico, prática psicanalítica Hashtags #psicanalise#formacaoclinica#eticapsicanalitica#clinicacontemporanea#desejo# #transferencia#escutaclinica#universidade#educacao#supereu#subjetividade#lacosocial# #mercado#saudemental#teoriapsicanalitica#analise#supervisao#culturadigital#clinica# #pensamentocritico# SOBRE O AUTOR Este artigo nasce da minha prática clínica e da pesquisa teórica que amarro ao longo dos anos. Sou Dan Mena, psicanalista , supervisor clínico e pesquisador em psicanálise e neurociência do desenvolvimento. 👉 Clique para conhecer meus livros; https://uiclap.bio/danielmena Dan Mena – Membro Supervisor do Conselho Nacional de Psicanálise(CNP) Conselho Nacional de Psicanálise - REG - N.º - 1199, desde 2018);(CBP) Membro do Conselho Brasileiro de Psicanálise - REG - N.º - 2022130, desde 2020);Dr. Honoris Causa em Psicanálise pela Christian Education University – Florida Department of Education, EUA (Enrollment H715 / Register N.º H0192);Pesquisador em Neurociência do Desenvolvimento PUCRS - (ORCID™);Especialista em Sexologia e Sexualidade pela Therapist University, Miami, EUA N.º (RQH W-19222 / Registro Internacional).

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    Daniel Mena nasceu em Montevideo - Uruguay, reside no Brasil há 30 anos, onde se especializou como Psicanalista, Doutor Honoris Causa em Psicanálise pelo Conselho Universitário da Christian Education Universíty da Florida - Departament of Education - USA, Teólogo, Terapeuta, Hipnoterapeuta Clínico, Psicoterapeuta, Escritor, Consultor em Desenvolvimento Humano. ADQUIRIR LIVRO Perguntas Testadas Para a Clínica Terapêutica LIVRO DISPONÍVEL AGORA GARANTIR OFERTA SOBRE O LIVRO +de 4000 Perguntas Testadas, com quase 400 Páginas de conteúdo completo. Esse é o maior acervo técnico de perguntas DO MUNDO nesta categoria de literatura para terapeutas utilizarem na consulta e no diálogo com seus pacientes... Nosso conteúdo foi cuidadosamente escrito, editado e publicado tendo nossos leitores como prioridade. ADQUIRIR E-BOOK COMPRAR LIVRO IMPRESSO PARA QUEM É INDICADO ESSE MATERIAL? Projetado para terapeutas e estudantes de diferentes áreas clinicas. Especialmente para Estudantes, Psicanalistas, Psicólogos, Neuropsicólogos, Holísticos, Coachings, Humanistas, Gerontólogos, Médicos, Enfermeiros, Nutricionistas, Assistentes Sociais , e outros profissionais graduados ou em fase, ligados à saúde, que desejam enriquecer sua prática de diálogos no dia a dia e no seu desempenho profissional. GARANTA O SEU LIVRO C OM 30% OFF De R$119,90 por apenas R$ 79,90 PREÇO PROMOCIONAL DE LANÇAMENTO Valor de investimento menor que de uma única consulta. Aproveite por tempo LIMITADO ! GARANTIR OFERTA 0 SABER PERGUNTAR MELHORA NOSSAS HABILIDADES COMO TERAPEUTAS Na etapa do trabalho terapêutico, onde o terapeuta se pergunta como resolver o problema. A visão pragmática emerge, o que exigirá criatividade para introduzir intervenções voltadas para a mudança, que afetam e resultam da interação, gerando uma nova construção com respeito ao problema. Neste ponto, é vital gerar questões que substituam a habitual rigidez reativa dos pacientes. APRENDER PERGUNTAS É UM RECURSO TÃO ESSENCIAL COMO QUALQUER OUTRO Devemos aceitar que é possível aprender perguntas, como qualquer outra literatura inerente ao aprendizado de indistinta linha profissional das psicoterapias. Com muita humildade e algum interesse, nos abrimos a favor de outros pontos de vista, focamos, aumentamos o interesse e a escuta, tornando-nos mais preparados e empáticos, criando novos circuitos com renovadas conexões neuroplásticas. MODIFIQUE AS INTERROGAÇÕES LINEARES QUE OS SEUS PACIENTES ESPERAM Na entrevista, perguntas seguem uma linha dialética de retorno ao pensamento ou flutuação sobre o dizer. Nessa lógica-semântica, o paciente busca uma resposta dentro do seu quadro habitual do dizer no uso do pensamento. Qual o profissional que já não ficou preso nessas conexões? Este tutorial sugere alargar essas interrogações tão lineares, que o paciente espera receber tacitamente. “É sempre sábio levantar questões sobre as suposições mais óbvias e simples.” Domine os 40 tópicos mais frequentes da clínica. Sexualidade, Sonhos, Depressão, Ansiedade, Crenças Limitantes, Insatisfação Corporal, Psicose, Luto, Traumas, Timidez, Fobias, Problemas Conjugais, Relacionamento, Suicídio, Adicções, entre outras de grande relevância. ADQUIRIR E-BOOK DEPOIMENTOS “Para mim, o principal e grande diferencial de 4000, é sua objetividade, didática avançada, empatia com o tempo das rotinas profissionais, transmite um conhecimento inédito que se incorpora exímio.” Sandra de Mendonça, Enfermeira Chefe DAN MENA Psicanalista, Teólogo e Escritor ''Quando me propus abordar este projeto fiquei muito atraído pela sua importância, atualidade e a deficiência de literatura de apoio técnico neste segmento. Submergi evoluindo abundantemente em estudos, pesquisas, técnicas e conceitos multifacetados, com a articulação da prática clínica própria, e bons feedbacks positivos de excelentes colegas, profissionais de diversas áreas terapêuticas''. Sobre o Autor

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